Na semana passada, eu falava sobre a Revolta da Chibata, fazendo inconfidências sobre o cansaço do povo em relação aos desmandos e abusos de poder, sofridos pelo povo brasileiro. Hoje eu venho para sacramentar a mesma Revolta da Chibata, só que com um personagem central que não o povo. Hoje o protagonista é o Poder Executivo – leia-se Presidente Dilma. A revolta da base aliada que até então era tratada à pão-de- ló, herança de Lula, que “conquistava” o apoio, com a criação de novos Ministérios, cargos e o loteamento total da administração para os “aliados”. Normalmente em Instituições que movimentava um grande volume de verba pública, que, nem sempre tinha o público como alvo. Mas não fazia mal. O importante era ter uma base sem chiadeira, pois todos estavam comendo no mesmo cocho. Então o Brasil teve o pior momento de sua história com relação à “essa tal governabilidade” movida a verba pública para os “aliados” que sempre foram e são os mesmos. Diz o ditado que o uso do cachimbo faz a boca torta. Pelo jeito desse cachimbo nem só a boca ficou torta. Todo o Poder se entortou com o mau uso das “alianças”.
O nepotismo passou a ser multimídia, quer dizer, um membro do executivo acolhia um parente do membro do judiciário ou do legislativo e assim por diante. Sem contar o uso de empregados e subalternos utilizados como ”laranjas” para os mal-feitos institucionalizados nos 3 Poderes.
Isso foi criado, como eu disse, à pão-de-ló, de uma hora para outra a Presidente Dilma resolveu bater na mesa. Foi só rato rugindo como se fossem leões. Na verdade, não foi de uma hora para outra, Isso vinha numa lentidão crescente, mas vinha se delineando como meta sem volta. Não cabe agora discutir se foi da maneira mais certa, delicada e eficiente. Resta só a esperança de que realmente, seja uma meta sem volta. Que a Presidente deixe de ser refém de uma camarilha que coloca os interesses pessoais, partidários, empresariais e financeiros pessoais, em detrimento do interesse público.
Agora é contar com os parlamentares de boa formação moral e imbuídos na defesa dos interesses do Brasil e de seu povo, para apresentar ao país um novo caminho que renove numa cirurgia plástica, o rosto do governo como um todo. Dirão os mais pessimistas: não temos tantos parlamentares com as características de princípios morais e de honestidade para fazerem frente à banda podre da nossa política. Os otimistas, dirão: Se não temos tantos, somaremos a todos os cidadãos de bem para reforçarmos a idéia e os ideais. Afinal, o Brasil é dois brasileiros e não de meia dúzia que acredita que pode tudo e que é imune a tudo.
Nessa batalha, acreditamos que o Brasil vai vencer, porque o número de parlamentares corretos e de princípios pode ser menor que os aproveitadores, mas esse pequeno número somado ao grande número de brasileiros de bem, é muito maior e muito mais capaz que qualquer grupelho formado em quadrilhas, facções e alcatéias de predadores. O Brasil sobreviverá se não temer a ação dos bandidos de gravata importada, camisa de linho e terno feito sob medida, que gritam, ladram, mas que não querem, a custo algum, largar o osso do poder. Quem sabe, agindo assim, vamos descobrir e eliminar os verdadeiros bandidos filhos da “luta” e da pátria que os pariu.

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